Ator rionegrense participa de série documental no Globoplay

  • 06/07/2021
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Ator rionegrense participa de série documental no Globoplay

A equipe de jornalismo da Rádio Difusora de Rio Negro, conversou com de Edineia Ballatka e Genésio Ballatka, os quais são pais de três jovens talentos rionegrenses, Matheus Guilherme de 12 anos, Gustavo Henrique, 6 anos, e Murilo Gabriel, com 2 anos. Os jovens são modelos pela agência WR de Curitiba e Gustavo, foi selecionado para atuar na série documental O Caso Evandro, do Globoplay.

Edineia contou a nossa equipe, que tudo começou quando ela e a família estavam realizando um passeio pela Capital paranaense e ao pararem para fazer um lanche, foram abordados por uma caça talentos da agência.

“Ficamos desconfiados com a proposta, mas acabamos concordando e indo conhecer a agência. Fomos conhecer a agência e já assinamos contrato. Pagamos um valor para agenciar os meninos e para fazer o material de apresentação deles”, contou Edineia.

A descoberta ocorreu em agosto de 2019. Já em dezembro daquele ano, os meninos fizeram um curso para modelo e manequim com certificado. Segundo a mãe, alguns conhecidos da família não acreditavam que poderia aparecer trabalho para eles por serem de cidade do interior.

Em janeiro de 2020 Gustavo foi pré-selecionado para fazer uma participação na série documental. O jovem havia preenchido todos os requisitos do contratante e em sete de março, participou da gravação do documentário O Caso Evandro, onde ele interpretou Leandro Bossi, um dos meninos desaparecidos em Guaratuba-PR no ano de 1992. No dia 13 de maio deste ano ocorreu a grande estreia de Gustavo na série.

“Se o filho tem um sonho e os pais acreditam no potencial dele, vale a pena investir. Com o início da pandemia nós recusamos algumas ofertas de trabalho, mas estamos ansiosos pela retomada de trabalho dos meninos. Nós investimos e estamos começando a colher os frutos. Agora é só maratonar a série e esperar as próximas aparições do Gustavo como Leandro Bossi”, comentou a mãe orgulhosa pelo trabalho do filho.

O Caso Evandro

Caso Evandro, a série documental concluída pelo Globoplay no início de junho, teve o mérito de construir uma narrativa envolvente e cheia de reviravoltas. Mas não só: a produção inspirada no podcast homônimo de Ivan Mizanzuki, ainda jogou luz sobre abusos graves cometidos pela polícia e pelo sistema judiciário brasileiros e, depois dela, o caso deve ganhar novos capítulos na Justiça.

Para recapitular: a série trata da morte do menino Evandro Ramos Caetano, ocorrida em 1992 em Guaratuba, no litoral do Paraná. Celina e Beatriz Abagge, respectivamente mulher e filha do então prefeito Aldo Abagge, foram acusadas de serem as mandantes do crime, que seria supostamente parte de um ritual satânico. Não à toa, o caso ficou conhecido na imprensa como “Bruxas de Guaratuba”, em referência a ambas. O caso se arrastou por mais de 20 anos, com cinco julgamentos diferentes. Um dos tribunais do júri, realizado em 1998, foi o mais longo da história do judiciário brasileiro, com 34 dias.

Na época, elas e outros três acusados, Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Vicente de Paula, confessaram o crime em gravações. No entanto, seguindo o que o podcast já havia feito em março de 2020, a série trouxe à tona a existência de fitas que comprovam que as confissões não só foram editadas, como ainda foram obtidas sob tortura cometida pela polícia militar.

“É um prato cheio para a defesa”, chega a dizer o promotor público Paulo Sérgio Markowicz de Lima, no sétimo episódio da série, após ouvir as fitas. Elas não foram incluídas entre as provas durante os julgamentos do caso, e o Ministério Público alegou, à produção, que não tinha conhecimento da existência delas.

Beatriz Abagge chegou a ser condenada a 21 anos de prisão em 2011, antes de obter o perdão do estado do Paraná em 2016. Para Celina, que já tinha mais de 70 anos, o crime havia prescrito. Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Vicente de Paula também foram condenados. Eles cumpriram pena, e o último morreu ainda na prisão, vítima de câncer.

Agora, a defesa de Beatriz e Celina, liderada pelo advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, pretende, nos próximos dias, entrar com um recurso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), pedindo a anulação do julgamento e indenização do Estado. Segundo Basto, que falou à rádio CBN, se a existência dessas fitas fosse conhecida antes, o processo contra os acusados não teria ido em frente: “As torturas são, sob a minha ótica, absolutamente demonstradas”.

A defesa ainda vai protocolar um pedido na Corte Internacional de Direitos Humanos, na Procuradoria-Geral da República e na Ordem dos Advogados do Brasil.


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